” Quando o corpo fala mais alto…. “

“ A multidão dos que não viveram o suficiente… Não é de uma carpideira que precisam, é de um adivinho. Precisam de um Édipo que lhes explique seu próprio enigma, cujo sentido não detém… É preciso ouvir palavras que jamais foram ditas, que ficaram no fundo dos corações ( prescrute o seu coração: elas estão lá ); é preciso fazer com que os silêncios da história falem.”
Mcdougall, Joyce apud Michelet, Jules 1842.
Segundo Mcdougall : “ desafetação, onde as palavras não tem mais sua distinção primordial, isto é sua função de ligação pulsional, existem apenas como estruturas congeladas, esvaziadas de substancia e significação”.




“ O afeto não pode ser concebido como acontecimento puramente mental ou puramente físico. A emoção é essencialmente psicossomática. Assim o fato de ejetar a parte psíquica de uma emoção permite a parte fisiológica a exprimir-se como na primeira infância, o que leva a resomatização do afeto. O sinal do psiquismo reduz-se a uma mensagem de ação não verbal. Os indivíduos que tratam a emoção desta maneira são presas potenciais de explosões somáticas de todos os tipos, quando determinados acontecimentos ( acidentes, nascimentos, luto, divórcio, abandono ) ocorrem.”


Assim na busca de um sentido possível, penso também na relação mãe e filha, na angustia de separação, a impossibilidade fantasiada de se individuar segundo Mcdougall a impossibilidade de deixar o corpo-mãe, criando desta maneira um corpo combinado no lugar do próprio corpo, corpo que o psiquismo tenta fazer “falar”.


Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *